quarta-feira, 16 de junho de 2010

ANASARCA


A anasarca é caracterizada pelo excesso generalizado de líquido no interstício e no interior das próprias células e apresenta fisiopatologia variada conforme os mecanismos responsáveis por sua produção.

ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA

A água corpórea total no adulto corresponde de 60 a 70% do peso corpóreo: nos obesos e idosos, o volume é menor (50 a 60%). Os líquidos corpóreos estão distribuídos em dois compartimentos: · intracelular (40% do peso corpóreo); · extracelular (20%; destes, 5% no intravascular e 15% no interstício). Assim, um homem saudável de 70 kg tem cerca de 42 litros de água no corpo; 28 litros intracelular e dos restantes 14 litros, 3,5 litros ficam na circulação e 10,5 litros no interstício.
O volume do líquido intersticial é determinado pela lei de Starling:
Pressão hidrostática (capilar – tecido) – pressão oncótica (capilar – tecido) = movimentação de líquido do capilar para o interstício

O aumento da pressão hidrostática capilar, causado pela obstrução venosa ou pela queda na pressão oncótica capilar resultante da hipoalbuminemia, aumenta a movimentação de líquido dos capilares para os tecidos. O edema clinicamente detectável surge quando uma quantidade de líquidos suficiente, pelo menos 5 litros em um adulto, foi transferida para o interstício.

Anasarca deve ser considerada uma manifestação clínica de gravidade de uma patologia de base, frequentemente cardíaca, renal ou hepática. Sua investigação deve, portanto, permitir o correto diagnóstico do edema e sua causa.


História Clínica


Início e Evolução

Geralmente se inicia nos pés e nas pernas (ortostático). Quando ocorre comprometimento precoce da face, sugere patologia renal. Quando se inicia por ascite, sugere origem hepática. Geralmente o edema é progressivo, de longa duração, com períodos de agudização associados a quadros infecciosos ou distúrbios hidroeletrolíticos.

Idade e Sexo dos Pacientes

Anasarca é um quadro raro em jovens. Quando presente, deve-se investigar o comprometimento renal (glomerulonefrite, síndrome nefrótica).


Comorbidades

  • Diabetes melito está relacionado com causas cardíacas e renais de anasarca;
  • Hepatites virais com causas hepáticas;
  • Doenças cardíacas, hipertensão, obesidade;
  • dispneia aos esforços, precordialgia, obesidade, hipertensão ou tabagismo sugerem comprometimento cardíaco;
  • Oligúria, nictúria, hematúria ou anúria sugerem comprometimento renal;
  • Ascite volumosa, ginecomastia, eritema palmar, aranhas vasculares ou etilismo sugerem comprometimento hepático;
  • Caquexia sugere desnutrição protéico-calórica;
  • Derrames cavitários (ascite, derrame pleural e pericárdico) podem estar presentes em qualquer paciente com anasarca, independentemente da causa;
  • Fármacos em uso podem tanto agravar quanto desencadear o quadro;
  • Distribuição: os membros inferiores são regiões mais acometidas, entretanto duas regiões devem ser rotineiramente investigadas: região pré-sacral, principalmente em paciente acamados, e face. Presença de desproporção entre ascite (volumosa) e edema discreto ou moderado de extremidades sugere hepatopatia ou carcinomatose peritoneal;
  • Intensidade: avaliado pela compressão digital sobre estrutura rígida adjacente (sinal de Godet, Cacifo) pelo peso diário do paciente ou pela medida do perímetro da região edemaciada (membros inferiores, abdome). Importante no acompanhamento do quadro evolutivo e da resposta terapêutica;
  • Consistência: quando mole e facilmente depressível, significa apenas que a retenção hídrica é de duração não muito longa e o tecido subcutâneo está infiltrado de água. Quando dura, traduz a proliferação fibroblástica que ocorre nos edemas de longa duração ou que se acompanham de repetidos surtos inflamatórios;
  • Elasticidade: tipicamente presente nos edemas inflamatórios ou ausente no mixedema;
  • Alteração de coloração: palidez sugere presença de distúrbios circulatórios, cianose indica distúrbios de oxigenação e hiperemia sugere processos inflamatórios;
  • Textura: lisa sugere quadro recente, enrugada indica reabsorção e espessa sugere edema de longa duração;
  • Ulcerações: são causas frequentes de infecção e sangramento local, e necessitam tratamento prolongado;
  • Dor e calor local: quando presentes, sugerem quadro inflamatório.

Tabela 2: Avaliação do paciente com anasarca

anasarca DE ETIOLOGIA CARDIOGÊNICA

História clínica

Exame físico

Triagem laboratorial

Antecedente de cardiopatia, diabetes, tabagismo, obesidade, dislipidemia, dispneia aos esforços, HAS (hipertensão)

Ortopneia, edema mole, elástico, indolor com predomínio nos membros inferiores.

· Exame de urina: proteinúria leve ou ausente

· Ureia, creatinina: pode indicar comprometimento renal associado

· Radiografia de tórax: cardiomegalia com ou sem congestão

· Ecocardiograma: comprometimento do ventrículo esquerdo ou direito

· ECG: arritmias, sobrecargas cardíacas e/ou infartos prévios

anasarca DE ETIOLOGIA HEPÁTICA

Antecedente de etilismo ou doença hepática crônica, uso de drogas hepatotóxicas

Presença de aranhas vasculares, eritema palmar, icterícia, ascite, edema generalizado discreto, edema mole, elástico e indolor.

· Exame de urina: proteinúria, quando presente é mínima

· Creatinina: usualmente normal ou diminuída pela diminuição da massa muscular. Quando elevado, indica comprometimento renal associado

· AST, ALT, TP, bilirrubinas: quando alteradas, indicam hepatopatia

anasarca DE ETIOLOGIA RENAL

Antecedente de nefropatia, uso de drogas nefrotóxicas

Edema facial e periorbitário, anasarca intensa, oligúria ou anúria, edema, inicialmente manifesto palpebral matinal e de membros inferiores no transcorrer do dia, HAS e hematúria

· Exame de urina: proteinúria acentuada, hematúria pode estar presente indicando nefrite

· Ureia e creatinina: quando elevadas, indicam insuficiência renal, estão normais ou pouco alterados nos quadros nefróticos

· Potássio: está elevado na insuficiência renal

· Colesterol e triglicérides: dislipidemia acentuada na síndrome nefrótica

· Proteinúria e creatinina urina 24 de horas: estimar o clearance de creatinina e a proteinúria

· Ultrasonografia: estima tamanho e a ecodensidade renal,


TRATAMENTO

O mais importante é considerar a anasarca como um sinal de uma doença em evolução que precisa ser tratada. Em pacientes internados, a causa mais frequente de anasarca é iatrogênica por excesso de infusão de soluções endovenosas. Neste caso, a restrição hídrica parenteral reverte o quadro na maioria dos pacientes com função renal preservada. Devem ser suspensas ou substituídas todas as drogas cárdio, hepato e nefrotóxicas que os pacientes anasarcados estejam utilizando. É indispensável investigar e tratar os fatores de descompensação: infecções, distúrbios hidroeletrolíticos ou ácido básico, arritmias, infarto agudo do miocárdio ou piora das disfunções orgânicas. Para maiores detalhes sobre o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva, cirrose e disfunção renal, nefrótica ou não, consultar os capítulos específicos.

Tabela 5: Tratamento da anasarca

Tratar a causa de base

Diminuir a ingestão de sódio e água

Aumentar a excreção de sódio e água: diuréticos (são paliativos, não curativos); repouso

Não piorar o quadro. O uso de diuréticos apresentam o risco potencial da diurese excessiva levando a hipovolemia, hipotensão arterial, diminuição da perfusão orgânica e agravamento da disfunção de base.


Restrição de Líquidos

A restrição hídrica está indicada em quase todos os casos de anasarca, sendo tanto maior quanto mais acentuado for o edema. Em casos graves, aconselha-se a restrição hídrica para que a concentração de sódio plasmático não caia abaixo de 130 mEq/L, usualmente alcançado com a ingestão de 1.000 a 1.500 mL de líquidos/dia. Em pacientes renais crônicos, esta restrição pode ser ainda mais acentuada. A quantidade de água ingerida e eliminada deve ser monitorada, assim como o peso diário. Bebida alcoólica deve ser evitada na presença de comprometimento hepático (cirrose ou hepatite).


Dieta

Um paciente edemaciado costuma apresentar pequenas perdas de sódio pela urina ou pelo suor, aproximadamente 15 mEq/dia. Uma dieta pobre em sódio (1 mg/dia) garante uma ingestão de aproximadamente 17 mEq/dia, portanto, a restrição dietética de sódio não diminui o edema, apenas previne sua piora. Todos os pacientes necessitam de aconselhamento dietético em relação à manutenção do peso ideal, com correção da obesidade e da caquexia. No Brasil, a ingestão diária de cloreto de sódio é, em torno de 8 a 12 g/dia (IBGE), ultrapassando em mais de 5 vezes as necessidades diárias. Uma dieta com 2 g/dia de cloreto de sódio deve ser instituída, garantindo o aporte, por outras fontes alimentares, de minerais como potássio, cálcio e iodo, sobretudo nos pacientes em uso de grandes doses de diuréticos. A dieta com excesso de cloreto de sódio pode ser responsável por episódios de descompensação cardíaca e renal, assim como por diminuição da eficácia dos diuréticos. As principais fontes alimentares de sódio são: sal, alimentos industrializados e conservas (caldo de carne concentrado, bacalhau, charque, carne seca e defumados), sopas em pacote, condimentos em geral (ketchup, mostarda, shoyo, picles, azeitona, aspargo, palmito), pão, amendoim, grão de bico, sementes de abóbora e salgados.

Diuréticos

Embora não se disponha de qualquer estudo controlado que demonstre o efeito favorável dos diuréticos na mortalidade da anasarca, são as drogas mais efetivas para a melhora dos sintomas edematosos. Os diuréticos utilizados no tratamento da anasarca pertencem a três grupos: tiazídicos, de alça e poupadores de potássio. Pacientes com evidências de congestão visceral e edema periférico ou sintomas congestivos pulmonares devem ser medicados com diuréticos de alça, sendo as doses e a via de administração regulada pela resposta terapêutica. Pacientes com quadros graves necessitam de doses frequentes, elevadas e muitas vezes da adição de outro(s) diurético(s), com mecanismo de ação diferente.

Tiazídicos

Inibem o transporte de sódio e cloro no início do tubo contornado distal. Como somente 5 a 8% do sódio do filtrado glomerular são excretados nessa porção do néfron, são pouco eficazes quando usados isoladamente. Sua ação depende de função renal relativamente preservada, já que com taxas de filtrado glomerular menores que 30 mL/min, sua ação é limitada. As complicações ligadas aos tiazídicos são de dois tipos: · idiossincrásicas ou reações de hipersensibilidade (raras): urticária, rash cutâneo, púrpura, fotossensibilidade, pancreatite; · complicações metabólicas: hiponatremia idiossincrática, hipopotassemia, hipomagnesemia, hiperuricemia, hipercalcemia, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia. A hipopotassemia favorece o aparecimento de arritmias, a diminuição da PA e compromete o metabolismo de carboidratos por interferir na liberação de insulina.



Diuréticos de Alça

Inibem o transporte de cloro e sódio da porção luminal para o espaço intracelular no ramo ascendente da alça de Henle, tanto na parte cortical como medular. Os principais representantes desta classe são a furosemida e a bumetanida, que têm efeitos similares em doses equivalentes. Esses diuréticos têm início de ação mais rápido e duração de ação mais curta que os tiazídicos. Os diuréticos de alça são bem tolerados e as reações adversas são de dois tipos: hipersensibilidade e metabólicas. Das complicações metabólicas, destacam-se a hipopotassemia (menos comum que com os tiazídicos, pela curta ação), a hipomagnesemia, que também é rara, e a hiponatremia. Ototoxicidade, geralmente reversível, é complicação rara e relacionada com o uso de altas doses intravenosas ou emprego concomitante de outras drogas ototóxicas.

Diuréticos Poupadores de Potássio

Como diuréticos, são pouco potentes e geralmente utilizados em associação com outros agentes, quando se objetiva a retenção de potássio. Seu mecanismo de ação envolve a inibição do potencial transepitelial (normalmente negativo) ao nível da porção cortical do tubo coletor. A espironolactona antagoniza a aldosterona, possui efeito diurético e anti-hipertensivo e é indicado em estados edematosos (insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática e síndrome nefrótica). Podem aparecer sinais de hiperpotassemia (arritmias cardíacas), náuseas, vômitos, diarreia e, com menor frequência, ginecomastia (após vários meses de tratamento), além de torpor, tonturas, falta de energia, cefaleias. Em raras ocasiões, ocorrem erupção cutânea ou prurido (reação alérgica). Precauções: nos idosos, em pacientes com insuficiência renal, uso concomitante de inibidores da ECA, pode haver um maior risco de desenvolver hiperpotassemia. Nos diabéticos e falciformes, a associação com hipoaldosteronismo hiporreninêmico aumenta o risco de hipercalemia. Doses maiores que 100 mg/dia podem produzir efeitos endócrinos ou antiandrogênicos. O uso de corticosterides, ACTH e mineralocorticoides pode diminuir os efeitos natriurético e diurético e reverter o efeito retentor de potássio. Pode diminuir o efeito anti-hipertensivo ao se associar estrogênios, AINE ou drogas simpaticomiméticas. A relação risco-benefício deve ser avaliada na presença de anúria ou disfunção renal, diabetes melito, nefropatia diabética, disfunção hepática, hiponatremia, distúrbios menstruais e ginecomastia

OLHO VERMELHO




A hiperemia ocular pode estar presente, desde casos simples, como conjuntivites, até casos complexos e perigosos, como uveítes e glaucoma agudo. Via de regra, o médico do pronto-socorro é quem presta o primeiro atendimento ao paciente com olho vermelho, por isso é fundamental que ele compreenda as principais doenças associadas a esse sinal, podendo assim detectar sinais de perigo. Com essas noções em mente o médico pode conduzir com maior segurança cada caso, tratando prontamente alguns pacientes e solicitando a avaliação de um oftalmologista para outros.


ACHADOS CLÍNICOS

História clínica

Existem questões fundamentais na anamnese de um paciente com olho vermelho, como: localização da hiperemia, prurido, secreção, fotofobia, dor, lacrimejamento, e diminuição da acuidade visual. Deve-se também indagar quanto ao tempo de início, a duração do quadro e eventuais recidivas. Além dos antecedentes pessoais habituais, lembrar de antecedentes oftalmológicos relevantes como utilização de medicações oculares, uso de óculos, lentes de contato e cirurgias prévias.

Exame físico

No exame físico, alguns aspectos podem ser determinados apenas com a utilização de uma lanterna, enquanto outros dependem de equipamentos oftalmológicos e colírios específicos. Alguns pontos importantes do exame são:
Medida da acuidade visual: deve ser realizada com cada olho individualmente, utilizando-se uma tabela específica. Caso uma tabela não esteja presente ou o paciente estiver acamado, notar se ele pode contar dedos a uma determinada distância, se percebe o movimento de sua mão ou se percebe a presença de uma fonte de luz.

Localzação da hiperemia: pode-se avaliar a localização apenas com a utilização de uma lanterna. A hiperemia ocular pode ser difusa ou localizada. A última pode se dividir em
  • Setorial: quando envolve determinado quadrante do globo ocular.
  • Tarsal: quando envolve a cojuntiva que recobre as pálpebras.
  • Pericerática: quando envolve a região próxima à córnea.

Há secreção? Qual seu aspecto? Ao simples exame externo pode-se também definir se há ou não secreção ocular, que pode ter característica purulenta, mucosa ou aquosa.

  • Aferição de pressão intraocular (PIO): na aferição da PIO utiliza-se um aparelho chamado tonômetro; no entanto, uma comparação entre a “rigidez” dos dois olhos pode ser feita mediante realização de pressão alternada dos indicadores do examinador sobre o olho do paciente, que deve estar fechado.
  • Avaliação do reflexo pupilar: deve-se observar a resposta pupilar dos dois olhos a uma forte fonte de luz.
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1331/olho_vermelho.htm

HIPEREMIA


O termo hiperemia significa aumento do volume de sangue num tecido ou parte afetada.A hiperemia ativa ocorre quando a dilatação arterial e arteriolar produz aumento do fluxo de sangue na rede capilar, com abertura dos capilares inativos. A hiperemia inativa resulta de distúrbios de ordem venosa.

1. Hiperemia Ativa:

Causa maior rubor na parte afetada. A dilatação arterial ou arteriolar surge através de mecanismos neurogênicos simpáticos ou pela liberação de substâncias vasoativas. A hiperemia ativa da pele é encontrada sempre que é necessário a dissipação de calor do corpo excesso, como no exercício muscular e estados febris.

2. Hiperemia Passiva (congestão):

Causa coloração vermelho-azulada nas partes afetas à medida que o sangue venoso é represado. O tom azulado é acentuado quando a congestão leva à aumento da hemoglobina desoxigenada do sangue (cianose).A hiperemia pode ocorrer como um processo sistêmico ou localizado. A hiperemia localizada ocorre em ocasiões em que, por exemplo, o retorno venoso de sangue de uma extremidade é obstruído. A congestão da redes capilares está intimamente relacionada com o desenvolvimento do edema, assim, a congestão e o edema comumente ocorrem juntos.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Hemorragia nos núcleos da base, com inundação ventricular



Hemorragia cerebral nos núcleos da base com inundação ventricular. Uma hemorragia na base do lobo frontal direito rompeu-se para a luz do ventrículo lateral, causando inundação hemorrágica de ambos ventrículos (há comunicação de ambos ventrículos laterais com o III ventrículo pelos foramens de Monro). A causa desta hemorragia não está clara. Não é a localização clássica da hemorragia por hipertensão. Esta ocorre nas artérias lentículo-estriadas e geralmente inicia-se na margem lateral do putamen (portanto mais posterior que neste exemplo). Uma outra possibilidade seria a ruptura de um aneurisma na parte anterior do círculo de Willis, que estivesse aderido à face inferior do lobo frontal (contudo, isto não está visível aqui). A inundação hemorrágica é uma complicação grave, pois aumenta muito a pressão no interior do sistema ventricular, levando a compressão dos núcleos hipotalâmicos e outros centros vitais no III e IV ventrículos, causando óbito.

http://anatpat.unicamp.br/pecasneuro18.html

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Especialistas recomendam exercícios físicos para pacientes com câncer

Embora, por muito tempo, os médicos tenham recomendado repouso para as pessoas com câncer, esses pacientes podem - e devem - fazer atividades físicas antes, durante e após o tratamento, segundo as novas recomendações do American College of Sports Medicine. Com a realização de uma revisão de estudos sobre o assunto, os especialistas concluíram que a realização de atividades moderadas é segura e pode trazer benefícios para pacientes antes e após o tratamento de diversos tipos de câncer.

“Temos que deixar passar a ideia de que os exercícios são prejudiciais aos pacientes com câncer”, disse a pesquisadora Kathryn Schmitz, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, acrescentando que as atividades físicas “melhoram a forma aeróbica e a força, reduz a fadiga, melhora a qualidade de vida e a autoimagem”.

Entretanto, os especialistas destacam que os pacientes não devem abusar, realizando atividades moderadas regularmente - em geral, 30 minutos por dia, cinco dias por semana, de atividades como caminhada.

Os especialistas destacam, ainda, que os exercícios devem ser adaptados a cada caso. Por exemplo, aqueles com câncer gastrointestinal ou outro tipo que pode se disseminar para os ossos devem evitar treinamentos com muito peso; e pessoas com o sistema imunológico comprometido devem evitar se exercitar em academias. Por isso, é importante consultar um médico antes de começar qualquer atividade, e ser acompanhado por um especialista.

Fonte:http://www.medplan.com.br/materias/2/14604.html

domingo, 6 de junho de 2010

Celular versus câncer: só dúvidas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira (17/05) o maior estudo já realizado sobre o uso de celular e a probabilidade de desenvolver câncer de cérebro. A pesquisa durou dez anos e envolveu 13 mil pessoas, em 13 países. Segundo os autores, há um possível risco à saúde com a utilização excessiva desses aparelhos, mas afirmam que são necessárias novas investigações para obter conclusões definitivas a respeito do tema.

O estudo da Agência Internacional para a Investigação de Câncer (IARC, na sigla em inglês) da OMS - com participação de 21 cientistas internacionais - analisou dados de usuários sem problemas de saúde e de pacientes com dois tipos de tumores cerebrais: glioma e meningioma.

O cérebro é um dos tecidos que mais absorvem a radiação emitida pelos celulares. Os resultados indicaram que o grupo que passava mais tempo ao telefone apresentou um risco maior de ambos os tumores. Porém, segundo os autores, não foi possível relacionar esse hábito como uma causa direta da doença.

E alguns dados deixaram os cientistas sem respostas. Por exemplo, eles constataram que, em geral, usuários de celulares têm um risco menor de câncer cerebral do que indivíduos que não andam com esses aparelhos.

Segundo os investigadores, ocorreram problemas com a metodologia do estudo e, portanto, as conclusões não são confiáveis. Além disso, os padrões de uso dos telefones móveis e a fabricação de seus componentes mudaram muito desde 2000, quando os cientistas iniciaram a investigação. A julgar pelos dados de hoje, a maioria dos participantes não usava celular de forma excessiva, afirmam.

Em média, o tempo de uso do aparelho entre os participantes era de 2 a 2,5 horas ao mês, ou cerca de meia hora por dia. E hoje se estima que uma pessoa use um telefone móvel durante uma hora ou mais ao dia.

E também se deve levar em conta que a tecnologia na produção dos modelos avançaram muito e os fabricantes reduziram as emissões de radiação. Outro detalhe importante é que hoje em dia se usa mais as operações de textos, como SMS, que afastam o aparelho da cabeça.

- Por causa desses fatores, é preciso fazer mais estudos a respeito do tema - disse Christopher Wild - diretor da IARC. - Não se estabeleceu um maior risco de câncer cerebral.

Para os críticos do estudo, a análise foi mal feita porque, em vez de monitorar os participantes, foi pedido apenas que recordassem quanto tempo e em qual ouvido colocavam os seus celulares em dez anos. Além disso, a pesquisa foi financiada em grande parte por empresas de telefonia móvel.

Vários estudos anteriores já haviam investigado os efeitos à saúde da exposição de baixo nível à radiação microondas emitidas e recebidas pelos celulares. Mas até agora nenhuma delas obteve evidências claras de que essas ondas produzem sérios danos ao DNA das células, levando ao câncer. E também já se estudou a possibilidade de que as pequenas quantidades de calor que os celulares geram junto ao ouvido sejam suficientes para produzir alguma doença.

Fonte: http://www.medplan.com.br/materias/2/14415.html

sábado, 5 de junho de 2010

Tumores


Tumores são caroços ou protuberância desenvolvida pelo aumento anormal de uma parte ou da totalidade de um tecido que se multiplicam. Podem ser benignos ou malignos (câncer). No tumor benigno as células crescem devagar, são iguais aos tecidos onde estão instalados e não afeta o organismo da pessoa. O tumor maligno deforma e estoura a célula e cresce rapidamente evoluindo e se alastrando para todo o organismo. Não se sabe ao certo o que causa os tumores, se sabe apenas que é originado de células defeituosas que reproduz outras células defeituosas.

Os tumores benignos podem ser tratados ou retirados sem causar complicações. Já os tumores malignos que são responsáveis por cerca de 12% de mortes em 2001 podem ser tratados. Alguns tipos de tumores malignos ainda não possuem cura mas, as curáveis se detectadas em estágio inicial em 60% dos casos têm cura. Os tumores malignos mais comuns são:

• Pulmão : É o mais devastador de todos. 90% dos casos de tumores no pulmão são fumantes e cresce a cada ano 2% sendo 57% entre homens e 134% entre mulheres. Há possibilidade de até 70% de chance de cura com tratamentos a base de cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

• Próstata: É o segundo mais freqüente. 80% dos casos não se manifestam clinicamente e nos 20% restantes causa dificuldades para urinar. Quando detectado em estágio inicial a chance de cura é de 70% a 90%. Somente é possível através do toque retal e o tratamento é a base de cirurgia, radioterapia e o hormonioterapia.

• Pele: Surge cerca de 100 mil novos casos a cada ano. É provocado por predisposição genética com excesso de sol. A gravidade depende do tipo do tumor. O carcinoma que responde por 90% dos casos não é muito perigoso e raramente provoca algo além da área afetada. Já o melanoma é agressivo e leva a morte se não tratado a tempo. Se encontrado em estágio inicial, as chances de cura são de 95%.

• Colo do útero: Mata cerca de quatro mil mulheres por ano no Brasil. É causado normalmente por um vírus (papiloma ou HPV) pelo contato sexual. Esse vírus é responsável por 90% de câncer no colo do útero. Os sintomas são sangramentos, corrimento contínuo e dor nas relações sexuais. Tais sintomas só aparecem em estágio avançado, o que dificulta o tratamento.

• Mama: Atinge cerca de 35 mil mulheres no Brasil. Aparece normalmente em quem tem predisposição genética. É relacionado à sensibilidade ao estrógeno. Quanto mais ciclos menstruais maior o risco da doença. O risco maior é em mulheres com mais idade e nas que não tiveram filhos ou que tiveram tarde após os 30 anos.

Fonte: Brasil Escola

sábado, 29 de maio de 2010

DIÁTESE HEMORRÁGICA


Nome dado a um grupo de doenças cujo sintoma comum é uma tendência à hemorragia. Essa diátese é devida, em parte, à diminuição do tempo de coagulação do sangue e, em parte, a lesões vasculares. A hemorragia pode ocorrer na pele, nas mucosas, nas articulações, espontaneamente ou sob o efeito de causa externa. Entre os diversos casos de diátese hemorrágica podemos citar a hemofilia, a doença de Von Willebrand, a tendência à hemorragia no escorbuto, etc. O tratamento é dirigido para suprir os fatores de coagulação necessários.

Fonte:www.drashirleydecampos.com.br/noticias/2706

terça-feira, 18 de maio de 2010

REGENERAÇÃO CELULAR


Decreto de Regeneração Celular

DESPROGRAMO MINHA MENTE DE TODOS OS FALSOS CONCEITOS DE VELHICE, DECREPITUDE E MORTE DO CORPO FÍSICO, POIS VIVO NO ETERNO AGORA, E ATRAVÉS DA RESPIRAÇÃO CONTROLADA ABSORVO, PARA OS MEUS CORPOS, A ETERNA JUVENTUDE, BELEZA E IMORTALIDADE.
EXPRESSO ESTA REALIDADE A CADA MOMENTO, ATRAVÉS DA SAGRADA RESPIRAÇÃO CONTROLADA E ASSIM SENDO, AFIRMO COM FIRMEZA E MUITO AMOR, AO MEU CORPO DIARIAMENTE:
EU SOU IMORTAL, SOU ETERNAMENTE JOVEM, BONITA (O) E SAUDÁVEL. ORDENO AO MEU CORPO QUE ACELERE ESTA PODEROSA ATIVIDADE DE REGENERAÇÃO CELULAR, DIA APÓS DIA, ATRAVÉS DE CADA RESPIRAÇÃO, TORNANDO-ME CADA VEZ MAIS JOVEM, SAUDÁVEL E BONITA (O), NUM RITMO PERMANENTE DE IMORTALIDADE RUMO AO INFINITO.
EU COMANDO CONSCIENTEMENTE TODOS MEUS CHAKRAS, CÉLULAS, MOLÉCULAS E ÁTOMOS DO MEU CORPO PARA GIRAREM NO SENTIDO CONTRÁRIO AO MOVIMENTO GRAVITACIONAL DA TERRA, LIBERTANDO-ME PARA SEMPRE DO EMPUXO DA FORÇA CENTRÍPETA GRAVITACIONAL DO PLANETA, LIBERTANDO MEUS CORPOS ATÔMICOS, ATRAVÉS DA FORÇA CENTRÍFUGA PARA AS OITAVAS DE LUZ DO GRANDE EU SOU, DANDO-ME OS PODERES DE LEVITAÇÃO, ETERILIZAÇÃO, LONGEVIDADE, IMORTALIDADE, JUVENTUDE E BELEZA ETERNA.
EU SOU A PODEROSA REGENERAÇÃO CELULAR DOS MEUS CORPOS ATÔMICOS, COMANDO AGORA, A TODOS OS 10 BILHÕES DE CÉLULAS DO MEU CORPO FÍSICO, PARA GIRAREM NO SENTIDO CONTRÁRIO AOS PONTEIROS DO RELÓGIO, DA ESQUERDA PARA A DIREITA, INVERTENDO A ESPIRAL GRAVITACIONAL QUE PRENDE MEU CORPO AO CENTRO DO PLANETA E TODAS AS CÉLULAS QUE NASCEREM A PARTIR DE HOJE, RECEBERÃO ESTA MESMA PROGRAMAÇÃO CELULAR ANTI-GRAVITACIONAL, INSTANTÂNEA E AUTOMATICAMENTE.
EU ESTOU NO CONTROLE ABSOLUTO DO DESTINO DO MEU CORPO E NADA MAIS PODE INTERFERIR NISTO. EU DECIDI A PARTIR DE HOJE ACEITAR SOMENTE A PERFEIÇÃO. EU DECIDI VIVER, EU DECIDI SER IMORTAL.
EU SOU REPROGRAMANDO MINHAS GLÂNDULAS PARA PRODUZIREM HARMONIOSAMENTE OS HORMÔNIOS NECESSÁRIOS A MANUTENÇÃO DE MINHA BELEZA E JOVIALIDADE ETERNA.
EU COMANDO CONSCIENTEMENTE A REGRESSÃO DE TODAS AS CÉLULAS DO MEU CORPO, PARA A IDADE CRONOLÓGICA DE .............. ANOS, ABRINDO O PORTAL DIMENSIONAL PARA A ETERNA IMORTALIDADE DO MEU CORPO, NESTE 3º MILÊNIO DA ERA DE AQUÁRIO, A IDADE DE OURO DE SAINT GERMAIN, A ERA DA IMORTALIDADE DA ALMA E DE TODAS AS POTENCIALIDADES DO SER.
EU SOU ETERNAMENTE JOVEM, BELA (O), PERFEITA (O) E MINHA APARÊNCIA SE ASSEMELHA AO DE UMA JOVEM DE .................... ANOS. EU ACEITO ISTO PLENAMENTE REALIZADO EM MEU CORPO DE SENTIMENTO, PORQUE O DECRETEI COM TODA A PLENITUDE DE MINHA PRESENÇA CRÍSTICA! EU SOU!!

www.unindocorações.com.br/decreto/decreto/html

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Regeneração Celular

"REGENERAÇÃO CELULAR "
"Organização tecidual com substituição das células mortas ou lesadas por novas células, idênticas às originais".

A regeneração promove a restituição da integridade anatômica e funcional do tecido. Todo o procedimento regenerativo se realiza em tecidos onde existem células lábeis ou estáveis, isto é, células que detêm a capacidade de se regenerar através de toda a vida extra-uterina (por exemplo, células epiteliais, do tecido hematopoiético etc.); por intermédio da multiplicação e organização dessas células origina-se um tecido idêntico ao original. Além dessa condição, a restituição completa só ocorre se existir um suporte, um tecido de sustentação (como parênquima, derma da pele etc.) subjacente ao local comprometido. Esse tecido é o responsável pela manutenção da irrigação e nutrição do local, fatores essenciais para o desenvolvimento da regeneração dentro dos padrões normais.É normal no organismo a reposição de células, tipo de regeneração classificado como fisiológica, ou seja, a proliferação celular é contínua para manter a estrutura e o funcionamento dos órgão. Um exemplo é a mucosa bucal (e as demais mucosas), em que o epitélio prolifera continuadamente para a renovação das camadas epiteliais. Há ainda a regeneração compensadora, observada nos órgãos pares (por exemplo, pulmão, rins etc.); quando um dos órgãos é destruído, o outro assume processos regenerativos mais intensos para compensar a destruição do seu par.As fases da regeneração incluem um momento em que há demolição das células lesadas e inflamação, seguido por intensa proliferação (respectivamente, fases de demolição e progressão). Inúmeras hipóteses vêm sendo formuladas para explicar o processo regenerativo, envolvendo, dentre outros, elementos humorais, circulatórios etc. Atualmente sabe-se que algumas proteínas da matriz extracelular estimulam a proliferação celular, bem como existem alguns genes responsáveis pela mitose celular. As experiências nesse campo hoje em dia são bem atuantes.Um conceito importante a ser considerado nos processos de regeneração é a diferenciação celular, transformações que a célula desenvolve durante seu ciclo de vida pelas quais vai adquirindo especializações; assim, uma célula embrionária, para atingir o "status" de célula epitelial, passa por estágios de transformação (principalmente de suas organelas e de seu metabolismo) até assumir um comportamento de célula epitelial. Nos processos regenerativos, em geral, quanto mais diferenciada for uma célula (isto é, mais especializada), menor é seu grau de multiplicação e regeneração. Contudo, esse princípio não pode ser generalizado para todos os tipos celulares, pois a localização e a capacidade da célula de sofrer agressões influenciam em seu comportamento regenerativo. Por exemplo, as células da mucosa bucal (células lábeis) são mais facilmente regeneradas do que as de pele (também lábeis); já as células da medula óssea (novamente lábeis) têm regeneração completa.

Matéria da Revista CiÊncia Hoje

É verdade que bebidas isotônicas, se consumidas em excesso, podem danificar o rim e/ou o fígado?

São soluções cuja concentração de moléculas (osmolalidade) é semelhante aos fluidos do nosso corpo. São usadas principalmente para repor água e sais minerais perdidos pela transpiração ou outras formas de excreção, pois não interferem no equilíbrio hidroeletrolítico do corpo. São bebidas isotônicas o soro caseiro, água de coco, e outros isotônicos industrializados como Gatorade, SportDrink, Marathon etc. Podem ser consumidos por praticantes de atividade física, mas gestantes, lactantes, hipertensos, diabéticos, celíacos e pessoas com doenças renais não devem consumir o produto industrializado.

Ciência Hoje vol:40 nº235 mês 03 ano 2007




O VITILIGO TEM CURA?

Doença de causa desconhecida, o vitiligo caracteriza-se pela presença de manchas acrômicas (sem pigmentação) na pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação do pigmento melanina, que dá cor à pele) nos locais afetados.

A causa disto ainda não está clara mas fenômenos auto-imunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, é comum a correlação com alterações ou traumas emocionais que poderiam atuar como fatores de desencadeamento ou agravação da doença.

Manifestações clínicas

As manchas típicas do vitiligo são brancas, com total ausência de pigmento. Têm limites bem definidos e podem apresentar um fino halo de pele mais escura ao seu redor. As lesões não apresentam quaisquer sintomas.

O vitiligo costuma atingir principalmente a face, extremidades dos membros, genitais, cotovelos e joelhos, mas pode chegar a acometer quase toda a pele. Quando atinge áreas pilosas, os pêlos ficam brancos.

O vitiligo tem curso crônico. Não há como prever a evolução da doença, que pode permanecer estável durante anos, voltar a se desenvolver ou regredir espontaneamente. Em um mesmo paciente podem ocorrer simultaneamente a regressão de algumas lesões enquanto outras se desenvolvem.

Uma característica da doença é que ferimentos na pele podem dar origem a novas lesões.

Apesar do vitiligo não causar nenhum prejuízo à saúde física, as alterações estéticas muitas vezes causam distúrbios psicológicos que podem prejudicar o convívio social. O grau de comprometimento emocional pode acabar interferindo negativamente na evolução da doença. Quando necessário, o acompanhamento psicológico dos pacientes em tratamento pode ser fundamental para um bom resultado.

Tratamento

O vitiligo se apresenta de forma e intensidade variada em cada paciente, portanto, o tratamento indicado pelo dermatologista deve ser individualizado, de acordo com cada caso.

Medicamentos que exercem ótimos resultados em alguns pacientes podem não ter efeito algum em outros. Muitas vezes, os resultados parecem estar mais relacionados ao paciente tratado do que ao tratamento em si.

As medicações visam corrigir as alterações imunes responsáveis pelo processo de despigmentação ou estimular os melanócitos presentes nas lesões a produzirem a melanina.

A repigmentação das lesões se dá a partir dos folículos pilosos, formando-se pontilhado pigmentar dentro das manchas. Estes pontos aumentam progressivamente coalescendo para fechar a lesão (foto abaixo).

Nos casos de vitiligo estável (quando não surgem novas lesões e as existentes não aumentam de tamanho), algumas técnicas cirúrgicas promovem a transferência de melanócitos obtidos em áreas de pele saudável para a área afetada. Uma vez incorporados ao tecido estes iniciam a produção de melanina repigmentando a lesão.

O vitiligo é uma doença que tem tratamento, mas este é demorado e exige paciência. No caso das crianças, é importante que os pais tentem se controlar para não transmitir sua ansiedade para elas, fazendo-as pensar que sofrem de uma doença grave, o que só trará dificuldades ao tratamento . É importante lembrar que o vitiligo não traz nenhuma alteração de saúde apesar do grande distúrbio estético.

Ciência Hoje vol:40 nº235 mês 03 ano 2007




quarta-feira, 12 de maio de 2010

ALVOS DA DENGUE


Pesquisadores da Universidade Nacional Yang-Ming, em Paipei(Taiwan) descobriram que anticorpos foram capazes de evitar a interação entre o vírus e uma importante molécula para seu desenvolvimento- a molécula CLEC5A. Sem essa interação da molécula com o vírus metade dos camundongos estudados conseguiram se livar do vírus sem apresentar efeitos colaterais em seu sistema imune.

FONTE: REVISTA CIÊNCIA HOJE VOL 42 JUNHO DE 2008 N249

Terapia Celular Dissecada


A Comissão de Pesquisa em Terapia Celular (CPTC) do Hospital Clementino Fraga Filho (HUCFF) da UFRJ vem estudando a capacidade de células-tronco secretarem substâncias que estimulariam tecidos e órgãos a se regenerar. Quando as células tronco entram em contato com o tecido doente produzem substâncias como as citocinas-que conseguem mudar a estrutura do tecido danificado fazendo com que o tecido volte a funcionar. O procedimento já foi usado no tratamento de oito8pacientes com dença hepática e todos apresentaram melhoras embora temporária.

FONTE: REVISTA CIÊNCIA HOJE VOL42 JUNHO DE 2008 N 249

Por que ficamos corados logo após um exercício físico prolongado?


Quando fazemos qualquer atividade física, movimentamos nossos músculos.Tanto a contração quanto o relaxamento muscular envolvem reações químicas que consomem energia. Parte dessa energia é perdida sob forma de calor, tendendo a temperatura do nosso corpo aumentar. Existe no nosso cérebro uma região sensível a variações de temperatura no sangue. Ao perceber um aumento da temperatura corporal ela dispara mecanismo para aumentar a perda de calor e impedir uma hipetermia: uma parte do sistema nervoso autônomo é ativada de forma a dilatar os pequenos vasos sanguineos da nossa pele levando a um maior fluxo de sangue e a uma maior troca de calor com o ambiente, além de aumentar a transpiração para que a temperatura corporal baixe rapidamente.

FONTE: REVISTA CIÊNCIA HOJE VOL 42 JUNHO DE 2008 N:249

No dia 12 de maio se comemora o Dia do Enfermeiro, data comemorativa pelo nascimento de Florence, enfermeira precursora da Enfermagem no mundo, que em 1854 na Guerra da Criméia prestou assistência a 4.000 feridos. Atualmente a Enfermagem não é somente arte, mas uma ciência! O Enfermeiro dentro da sua profissão alicerça seus atos formados e mantidos pela graduação e pós graduação. Ser Enfermeiro é além de tudo ser ético, humano e dinâmico na busca de um processo interpessoal enfermeiro-cliente, produzindo cidadania e bem estar… Parabéns Enfermeiro! Pela história, pela luta, pela dignidade, pelo respeito e a vitória dentro da profissão!

Acidente Vascular Cerebral (AVC)


Acidente vascular cerebral resulta da restrição de irrigação sanguínea do cérebro, causando lesão cerebral ou alterações nas funções neurológicas.
As causas mais comuns são trombos (formação sólida no interior do vaso sanguíneo), embolismo (obstrução de um vaso pelo deslocamento de um êmbolo até o local) e a hemorragia.Apresenta-se como a segunda causa de morte no mundo.
O AVC é a principal causa de incapacidade neurológica dependente de cuidados de reabilitação e sua incidência está relacionada com a idade. Alguns sintomas dos AVC isquêmico é: perda repentina da força muscular e visão,dificuldades para se comunicar, formigamento em um dos lados do corpo. Já o AVC hemorrágico, apresentam dor de cabeça,edema cerebral, náuseas, vômitos, entre outros.
O AVC é uma ameaça a qualidade de vida na velhice pela sua elevada incidência e mortalidade. Mas existem 20% de AVC's que ocorrem em indivíduos abaixo de 65 anos. É uma patologia que atinge mais a raça negra,na faixa etária mais jovem.

Câncer Anêmico.

O governo americano aprovou o início dos testes, em humanos, de um novo tratamento anticâncer. Consiste em injetar a bactéria Salmonella dentro dos tumores, que precisam receber nutrientes do organismo para crescer. Mas acabam competindo com o micróbio e esse geralmente ganha a parada. Sem comida, o tumor definha. O método foi desenvolvido pela Universidade de Yale e pelo laboratório farmacêutico Vion, ambos nos Estados Unidos.

http://super.abril.com.br/saude/cancer-anemico-438319.shtml

terça-feira, 11 de maio de 2010

Neurociência: Abdomen pode levar a risco de Alzheimer.

Chegou aos 40, com uma barriguinha volumosa, Mau prognóstico: As chances de desenvolver doença de ALZHEIMER, quadro neurodegenerativo marcado pela perda de memória, ficam bem aumentada por volta dos 70 anos de idade, revela estudo. Probabilidade maior mesmo para os barrigudos que estão apenas um pouco acima do peso.
A gordura abdominal tem linhas bem despresiveis seus curriculo, diabetes, derrame, e doenças cardiovasculares. Agora, um trabalhado realacionado a barriga protuberante com a doenças de ALZHEMER. A densidade abdominal foi medida em 6.583 pessoas entre 40 e 45 anos de idade. Cerca de 35 anos depois, viram o resultados 16% deles foram diagnostico com o mal de ALZHEIMER. O risco maiores são pessoas com sobre peso e barriga pretuberante. Apenas um fato: Estudos anteriores ja mostraram que mudanças no cerebro que levam alzheimer começa na meia idade, bem com aparecimento da barriga na meia idade esta associada atrofia cérebral. Se os resultados foram confirmada, a obsidade abdominal poderá ser um importante fato para prever o risco de demência.



REVISTA CIÊNCIA HOJE VOL.42 MAIO DE 2008 PUBLICAÇÃO N:248


Postado por Esdra.

sábado, 8 de maio de 2010

Proteja sua família contra a Gripe.
A GRIPE é causada por um virus, que é um agente microscópico que se infiltra em células vivas e assume o controle delas para produzir mais virus. O virus da gripe, que ataca o sistema respiratorio, é transmitido de uma pessoa para outra principalmente por meio de goticulas de fluidos corporais expelidos quando alguém contaminado espirra, tosse ou conversa. Uma pandemia ocorre quando um surto afeta muitas pessoas numa gránde.
Os vírus não afetam apenas humanos, mas tambéns animais. Os vírus da gripe são classificados em tipos A, B ou C. O tipo A é causada mais comum da gripe. Cepas, ou espécies, de virus são classificação principalmente com base em duas proteinas encontradas na superficie do virus:hemaglutinina (H) e neuraminidase (N).
As maiorias preocupação envolvendo o virus da gripe são:Primeiros, ele pode se reproduzir muito rapido com vatiações em constantes mutação. Segundo, cepas diferentes podem se combinar e produzir uma nova. Se uma cepa é muito diferente, o sistema imunologico humano talvez não tenha defesa contra ela. A gripe costuma ser mais cimum nos meses frios. pesquisas recentes indicam que, em temperaturas baixas, e membranas externas de um virus se tranforma num gel protetor que prolonga a sobrevivencia do virus no ar. Mas, nas temperaturas mais altas do sistema respiratorio humano, esse gel se derrete, causasdas infecções virais, mas pode criar condições propicias para elas se espalharem.
Mas como você pode fazer para se proteger?
  1. cubra a boca ao tossir
  2. lave as mãos
  3. mantenha a casa arejada
  4. mantenha a limpeza
  5. se estiver doente, tente ficar em casa
  6. evite contato fisico.


Revista A Despertai, publicação das Testemunhas de Jeóva.

ÁGUA NO JOELHO.

Na verdade, a substância que aparece no joelho é o líquido sinovial, um fluido viscoso que tem a função de lubrificar a articulação, como se fosse um óleo de dobradiça. Quando o joelho é lesionado, uma membrana chamada sinovial passa a produzir sem parar o tal líquido. Essa reação é uma forma de defesa do organismo. É que, além de lubrificar e amortizar o impacto entre as "peças" do joelho, o líquido sinovial tem células que eliminam fragmentos de tecidos machucados.

Os casos mais comuns de "água no joelho" aparecem após torções, pancadas e lesões de cartilagem ou no menisco. Conforme o problema é tratado - incluindo muito repouso e sessões de fisioterapia - o fluido vai sendo reabsorvido pelo organismo. Entretanto, se houver uma quantidade muito grande da substância, o médico pode realizar uma punção - ou seja, com uma agulha, drenar o líquido do local. Quando o acúmulo de "água no joelho" diminui, o paciente sente menos desconforto e fica mais fácil fazer o diagnóstico para tratar a lesão inicial.

Atletas (profissionais ou de fim de semana) estão entre os maiores "premiados" pelo problema. Para minimizar os riscos, é importante seguir algumas dicas: sempre alongar os músculos da perna antes das atividades físicas, manter o peso sob controle para não forçar muito o joelho e fazer musculação para deixar firmes os músculos que sustentam a articulação.

Mas não são só os esportistas as vítimas da "água no joelho". Doenças reumáticas, como as artroses, também podem resultar no problema, pois interferem na tal membrana sinovial.



http://mundoestranho.abril.com.br/saude/pergunta_287188.shtml

Pedra na vesícula e seus incomodos


O nome é pouco conhecido: colelitíase. Muitas pessoas podem estranhar se souberem que esta doença afeta cerca de 20% da população.

No entanto, ao conhecerem seus apelidos: pedra na vesícula ou cálculos biliares, lembrarão de imediato.

É que o distúrbio é responsável por boa parte dos atendimentos nos consultórios de doenças digestivas.

Muito embora o tratamento do problema dependa necessariamente da realização de uma operação de retirada da vesícula, modernas técnicas cirúrgicas tornam essa uma medida bastante simples.

A vesícula é um dos órgãos que compõem o aparelho digestivo do corpo humano. Ele tem a função de armazenar a bílis, que é produzido no fígado. “O órgão expulsa a bílis e auxilia na digestão das gorduras, principalmente”, esclarece o cirurgião Mário Toscano.

Por seu lado, a vesícula com cálculo não executa corretamente a sua função. “Assim que ela é estimulada, esses cálculos começam a se movimentar dentro da vesícula, às vezes são expelidas, promovendo uma inflamação, um processo obstrutivo, causando dor, vontade de vomitar, empachamento e vários outros sintomas”, salienta o médico.

As pedras na vesícula atingem, principalmente, as mulheres por questões hormonais, mas não é exclusividade do sexo frágil. A proporção é de quatro mulheres para cada homem na faixa etária reprodutiva, mas com a idade, esta proporção vai diminuindo, chegando a quase igualar entre os idosos.

Embora não se saiba com certeza quais são as causas do distúrbio, o certo é que são mais freqüentes em mulheres com mais de 40 anos, que tiveram muitos filhos, com excesso de peso e diabéticas.

Alimentos gordurosos

Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Eduardo Akaishi, as pedras que se depositam na vesícula normalmente são formadas pela desproporção dos componentes da bile (líquido produzido pelo fígado, que auxilia na digestão dos alimentos, principalmente dos gordurosos), como o colesterol, fosfolipídeos e sais biliares.

“Há dois tipos de pedras: pigmentadas (bilirrubinas, de coloração negra) e as de colesterol (coloração amarelada), que são mais comuns, manifestando-se em cerca de 80% dos casos”, explica Akaishi, fazendo questão de ressaltar que a formação do cálculo de colesterol não tem nenhuma ligação com as taxas de colesterol no sangue.

A maioria dos portadores da pedra na vesícula não faz idéia de que possui o problema, pois 80% dos doentes não têm nenhum tipo de sintoma. Já os outros 20% podem apresentar dor, vômito e icterícia (pele e olhos amarelados como na hepatite).

“A ingestão de alimentos gordurosos pode desencadear as crises dolorosas em quem é portador de pedra na vesícula, mas não tem nenhuma influência na formação das pedras”, esclarece o especialista.

Alguns fatores favorecem a formação de pedras como o excesso de peso e de calorias ingeridas, predisposição genética, idade, paridade, longos períodos de jejum e pessoas que passaram por cirurgia do intestino ou estômago.

Cirurgias em 90% dos casos

É importante lembrar que, embora seja raro, o câncer de vesícula biliar pode ocorrer em pacientes que sofrem de colelitíase. De acordo com os especialistas, não há comprovação científica de que as pedras possam induzir ao câncer.

Então, quando se retira a vesícula é importante observar o exame microscópico da vesícula para assegurar que não existe nenhum tipo de lesão ou algum tumor já instalado.

“O tratamento pode ser cirúrgico ou com medicamentos que ajudam a dissolver as pedras, sendo o último procedimento atualmente em desuso pela pouca eficiência”, afirma Akaishi. A melhor forma de tratamento é a cirurgia em que a vesícula é retirada junto com as pedras.

O procedimento é rápido, varia de 30 a 60 minutos, e no outro dia o paciente tem alta hospitalar. O único cuidado nos primeiros dias é com a alimentação que deve ser controlada com refeições leves.

Como a vesícula biliar armazena a bile e a joga no intestino somente quando há necessidade, com a sua retirada o próprio fígado se encarrega de enviar o líquido digestivo.

Mesmo com o tratamento avançado, as pessoas podem prevenir as complicações da doença. As principais atitudes são não exceder o peso, evitar longos períodos de jejum, realizar exames de ultra-sonografia abdominal sempre que necessário e consultar um especialista após os 40 anos de idade, principalmente se há casos de pedra na vesícula na família.




http://www.parana-online.com.br/canal/vida-e-saude/news/318924/
DOENÇAS CARDÍACAS - Fatores de Risco

Fatores imutáveis

São fatores imutáveis aqueles que não podemos mudar e por isso não podemos tratá-los. São eles :

Hereditários:

Os filhos de pessoas com doenças cardiovasculares tem uma maior propensão para desenvolverem doenças desse grupo. Pessoas de pele negra são mais propensos a hipertensão arterial e neles ela costuma ter um curso mais severo.

Idade:

Quatro entre cincos pessoas acometidas de doenças cardiovasculares estão acima dos 65 anos. Entre as mulheres idosas, aquelas que tiverem um ataque cardíaco terão uma chance dupla de morrer em poucas semanas.

Sexo:

Os homens tem maiores chances de ter um ataque cardíaco e os seus ataques ocorrem numa faixa etária menor. Mesmo depois da menopausa, quando a taxa das mulheres aumenta, ela nunca é tão elevada como a dos homens.

Fatores mutáveis

São os fatores sobre os quais podemos influir, mudando, prevenindo ou tratando.

Fumo:

O risco de um ataque cardíaco num fumante é duas vezes maior do que num não fumante. O fumante de cigarros tem uma chance duas a quatro vezes maior de morrer subitamente do que um não fumante. Os fumantes passivos também tem o risco de um ataque cardíaco aumentado.

Colesterol elevado:

Os riscos de doença do coração aumentam na medida que os níveis de colesterol estão mais elevados no sangue. Junto a outros fatores de risco como pressão arterial elevada e fumo esse risco é ainda maior. Esse fator de risco é agravado pela idade, sexo e dieta.

Pressão arterial elevada:

Para manter a pressão elevada, o coração realiza um trabalho maior, com isso vai hipertrofiando o músculo cardíaco, que se dilata e fica mais fraco com o tempo, aumentando os riscos de um ataque. A elevação da pressão também aumenta o risco de um acidente vascular cerebral, de lesão nos rins e de insuficiência cardíaca. O risco de um ataque num hipertenso aumenta várias vezes, junto com o cigarro, o diabete, a obesidade e o colesterol elevado.

Vida sedentária:

A falta de atividade física é outro fator de risco para doença das coronárias. Exercícios físicos regulares, moderados a vigorosos tem um importante papel em evitar doenças cardiovasculares. Mesmo os exercícios moderados, desde que feitos com regularidade são benéficos, contudo os mais intensos são mais indicados. A atividade física também previne a obesidade, a hipertensão, o diabete e abaixa o colesterol.

Obesidade:

O excesso de peso tem uma maior probabilidade de provocar um acidente vascular cerebral ou doença cardíaca, mesmo na ausência de outros fatores de risco. A obesidade exige um maior esforço do coração além de estar relacionada com doença das coronárias, pressão arterial, colesterol elevado e diabete. Diminuir de 5 a 10 quilos no peso já reduz o risco de doença cardiovascular.

Diabete melito:

O diabete é um sério fator de risco para doença cardiovascular. Mesmo se o açúcar no sangue estiver sob controle, o diabete aumenta significativamente o risco de doença cardiovascular e cerebral. Dois terços das pessoas com diabete morrem das complicações cardíacas ou cerebrais provocadas. Na presença do diabete, os outros fatores de risco se tornam mais significativos e ameaçadores.

Anticoncepcionais orais:

Os atuais ACOs têm pequenas doses de hormônios e os riscos de doenças cardiovasculares são praticamente nulos para a maioria das mulheres. Fumantes, hipertensas ou diabéticas não devem usar anticoncepcionais orais por aumentar em muito o risco de doenças cardiovasculares.

Existem outros fatores que são citados como podendo influenciar negativamente os fatores já citados. Por exemplo, estar constantemente sob tensão emocional (estresse) pode fazer com que uma pessoa coma mais, fume mais e tenha a sua pressão elevada. Certos medicamentos podem ter efeitos semelhantes, por exemplo, a cortisona, os antiinflamatórios e os hormônios sexuais masculinos e seus derivados.



http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?196

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Alguns fatores que interferem diretamente com a cicatrização


Idade - quanto mais idoso, menos flexíveis são os tecidos; existe diminuição progressiva do colágeno.

Nutrição - está bem estabelecida a relação entre a cicatrização ideal e um balanço nutricional adequado.

Estado imunológico - a ausência de leucócitos, pelo retardo da fagocitose e da lise de restos celulares, prolonga a fase inflamatória e predispõe à infecção; pela ausência de monócitos a formação de fibroblastos é deficitária.

Oxigenação - a anóxia leva à síntese de colágeno pouco estável, com formação de fibras de menor força mecânica.

Diabetes - A síntese do colágeno está diminuída na deficiência de insulina; devido à microangiopatia cutânea, há uma piora na oxigenação; a infecção das feridas é preocupante nessas pacientes.

Drogas - As que influenciam sobremaneira são os esteróides, pois pelo efeito anti-inflamatório retardam e alteram a cicatrização.

Quimioterapia - Levam à neutropenia, predispondo à infecção; inibem a fase inflamatória inicial da cicatrização e interferem nas mitoses celulares e na síntese protêica.

Irradiação - Leva à arterite obliterante local, com conseqüente hipóxia tecidual; há diminuição dos fibroblastos com menor produção de colágeno.

Tabagismo - A nicotina é um vaso-constrictor, levando à isquemia tissular, sendo também responsável por uma diminuição de fibroblastos e macrocófagos. O monóxido de carbono diminui o transporte e o metabolismo do oxigênio. Clinicamente observa-se cicatrização mais lenta em fumantes.

Hemorragia - O acúmulo de sangue cria espaços mortos que interferem com a cicatrização.

Tensão na ferida - Vômitos, tosse, atividade física em demasia, produzem tensão e interferem com a boa cicatrização das feridas


Fonte: Texto: Feridas e Curativos;Autor:Luís Roberto Araujo Fernandes